O Mano Artur

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A Mana Margaret

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O Pimpolho - Gabriel

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A Pimpolha - Mafalda

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O Valentim

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2. Mãe/Pai

Se pudesse hoje saltava, por vários motivos não gosto de falar deles, não tive uma infância feliz, cheia de bons momentos para recordar, o meu pai foi-se embora quando eu tinha 8 anos e o meu irmão 2, e esse dia eu nunca mais vou esquecer, o meu irmão a chorar compulsivamente, eu a vê-lo ir rua fora, e a minha mãe tinha ido trabalhar, ficamos ali até chegar a D. Filomena a nossa ama, eu a tentar acalmar o bebe sozinha e ele nem se ralou, vou recordar isto para sempre. Depois ele voltou umas 2 vezes, mais valia não o ter feito, e acabou por ir, nas ausências não se preocupava minimamente connosco. A minha mãe tornou-se uma mulher amarga, infeliz, angustiada, não me lembro de ela me dar mimo, colo, nem ao meu irmão. Nunca passamos fome, nem nenhum tipo de necessidade, mas amor e carinho também é uma necessidade e dessa passei uma fome terrível, daquela fome que quase nos leva a desfalecer, valia-me a minha avó materna no verão, morreu quando eu tinha 14 anos. No entanto tudo o que sou hoje devo-o a ela, fez de mim uma mulher com M grande, sou forte, determinada, persistente, trabalhadora e adoro dar mimo aos meus filhos, sempre quis ser mãe cedo, para poder dar o mimo que não tive, as conversas que não tive, a compreensão que não tive. Hoje em dia ela precisa muito de mim, tem Alzheimer num estado já muito avançado, nem sempre me reconhece, por vezes acha que sou a mãe dela, mas fala sempre na Fatinha que sou eu, e hoje em dia é uma pessoa extremamente carinhosa, adora dar mimo, abraços.  O meu pai reapareceu há 5 anos atrás, entretanto divorciou-se pela enésima vez e mudou-se para a minha rua, ele que sempre disse que nunca viveria no Algarve, hoje em dia é um avô fantástico, tenta fazer aos netos o que nunca fez aos filhos, eu fico-lhe grata por isso, é ele que leva os mais velhos á escola e aos treinos, e eles treinam de 2ª a 6ª e ao fim de semana têm escuteiros e jogos e é ele que muitas vezes os vai levar. Vai com o Gabriel andar de bicicleta e passear aqui na rua, ao parque.

Não queria falar e escrevi tanto, e ficou tanto por dizer.Eu perdoo tudo, mas infelizmente não sofro de amnésia, por vezes gostava.

A minha mãe há 18 anos atrás, com o Artur ao colo (não podia colocar uma foto recente quero que todos a recordem assim, o Artur será o neto com melhores recordações dela)

O meu pai com  o Gabriel ao colo, há 5 anos atrás, quando reapareceu

Beijinhos e até já

18 Miminhos:

Niki disse...

Olha também já me fartei de chorar a ler o teu post, a minha infância também não foi um mar de rosas e infelizmente também não sofro de amnésia mas prefiro não falar das partes menos boas, prefiro pensar que já passou e viver o presente! Acho que o importante agora é teres o teu pai perto de ti e permitires tal como fazes, que os teus filhos tenham um avô dedicado e assim deixares também que ele possa remediar um pouco aquilo em que falhou com os filhos!

Beijinho grande!

Nany disse...

Ter falta de amor e carinho nunca tive pois a minha mãe sempre foi mãe e mulher com M grande.
Do pai tenho fotos e não o vejo há 31 anos. Ele vive muito longe.
A minha mãe sempre sofreu com falta de amor e ainda hoje ela sente esse vazio.
Apesar de se contrar amor noutros lados, cada pessoa ocupa um local único no nosso coração e todas são insubstituíveis.
O teu pai percebeu o erro e agora tenta colmatá-lo. Para mim já és uma grande mulher em ultrapassar aquilo que passas-te com ele permitindo que ele seja avó dos teus filhos.
um beijo

Tanita disse...

Já me puseste de lágrimas nos olhos, eu também não sei o que ponha nesta fotografia para o desafio de hoje, mas ao contrário de ti eu fui feliz quando era pequena... tenho a certeza que tu és uma mãe fantástica e não és amargurada para os teus filhos, infelizmente há coisas que não nos esquecemos e que nos acompanham todos os dias. Admiro a capacidade de perdoares e aceitares o teu pai nas vossas vidas. Bj**

Maggie disse...

Tbém já me fartei de chorar com a tua historia.
Eu optei por falar de mim e do meu marido enquanto pais e não falar dos meus. Gosto deles e desejo-lhes o melhor mas tbém não tenho umas memórias assim tão fantásticas que me levassem a falar tão bem deles. São meus pais e agradeço-lhes por mta coisa mas tbém não sofro de amnésia.

Felicidades Querida
Maggie

ESpeCiaLmente GaSPaS disse...

Dizem que as doenças surgem devido ao nosso psicológio, que é ele que chama por elas... Quando referiste que a tua mãe tem alzeimer... lembrei-me disso. Alguém que quer esquecer o passado que teve.

O teu pai, a vida tb lhe deve ter ensinado algumas coisas... e felizmente ainda teve tempo de saber aproveitar o facto de que ser avô é bom, tal como teria sidobom... ser pai!

abspinola disse...

Reconheco e bem esse sentimento de falta de colo e mimo, eu infelizmente ainda hoje temos imensos problemas com o meu Pai e a minha mãe esta muito doente.
Por vezes temos até medo de recordar a infacia pois traz momentos tão amargos e infelizes.
Chorei a ler este post, e acredito que com esta tua experiencia de vida te deu uma força enorme e ultrapassas cada obstaculo com muito amor e claro tens uma familia linda.

Bjstos

Futura mãmã disse...

Complicado e triste a sua historia...felizmente que voce mesmo assim consegue ser uma pessoa tao boa . Beijo

mão da mãe disse...

e no meio dessa infância conturbada, conseguiste crescer e tornar-te uma mulher e mãe dedicada e determinada a ser muito melhor, e essa é a grande lição!

tal como a fénix, renasceste, e dás aos teus filhos, com orgulho, o amor que tanta falta te fez.

um grande beijinho*

Olhó Mau Feitio disse...

Emocionei-me a ver a última foto, fez-me lembrar o meu sobrinho

Anónimo disse...

O que seria de nos sem eles:)

Maria Pereira disse...

A vida nem sempre é facil e apesar de tudo tornaste-te numa grande Mulher, com muito amor para dar aos teus filhos, que ajuda o mundo à sua volta mas com memória passada, és humana, se esquecesses isso significava que as coisas não tinham tido importancia para ti mas tiveram e vão ficar para sempre na tua memória. Perdoa acho que nunca perdoamos este tipo de coisas mas aprendemos a aceita-las

Um beijo muito grande de alguém que te admira muito e adora visitar o teu blog

Escolhendo o sexo do meu bebe. disse...

Seu post é de emocionar a qualquer um.Nossas historias de vida, nem sempre são só mar de rosas, e estamos sempre a nos lembrar mesmo que não nos fazem bem...mas veja pelo lado sempre positivo das coisas, e olhe pra vc!
Veja a mae fantástica e dedicada e carinhosa que se tornou....
Isso é o que vale a pena.
bjkas a vcs
E deixo aki o meu carinho pra vc>>>>>>>>>>>>

Mamã Petra disse...

Obrigada a todas, eu perdoei sim, e quero que os meus filhos usufruam do carinho e companhia do avô, já que a avó não pode, mas mesmo assim gostam de a ir visitar.

Beijinhos a todas, são umas queridas.

Mundo do Dani disse...

Aii, porquê me fez chorar ? :(
Mas viva o presentes. São fotos lindas. Bjs

Mamã de Salto Alto disse...

Petra,fiquei muito sensibilizada....as pessoas esquecem-se que vão envelhecendo e que mais tarde ou mais cedo,todos precisamos uns dos outros....não tiveste,mas agora,tens todo o amor do mundo nos teus pimpolhos,já pensaste?

Turista disse...

Olá Petra, gostei muito de ler o teu texto sobre o nosso 2º dia, do desafio. Lamento que a tua infância não tenha sido das mais carinhosas, mas agora com os teus filhos, tenho a certeza que colmataste essa falha.

Mamã Petra disse...

Podem acreditar que sim, sinto-me muito feliz a fazê-los felizes.

Mamã de Salto Alto
Eu digo tantas vezes isso, e ás vezes quando ouço histórias de abandono, penso sempre que nem todos sabem perdoar e retribuir com uma boa acção, que isso é que nos faz crescer por dentro, fazer sempre melhor.

Beijinhos vocês são fantásticas.

Beu, a Ruiva. disse...

Olá mamã Petra!
Fiquei sem palavras e com lágrima nos olhos ao ler este teu post.
Lamento que tenhas tido uma infância com falta de mimo e colo que é o que as crianças mais precisam.
Mas o importante é que o futuro reservou-te uma familia feliz com os teus filhotes :)!
Um beijinho grande.