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Da crise e cá por casa ...

Tenho lido em vários blogs, e ouço tantas pessoas falarem da crise e do que falaram com os filhos, alguns ainda pequenos demais para perceberem bem o que é isto da crise, por aqui não sinto necessidade de alertar para o bicho papão da crise, porque por aqui todos sabem que a vida é feita de partilha, que no Natal o numero de prendas é sempre limitado, cada um escolhe 3 prendas que depois os pais e avós oferecem, que aqui a roupa não é para encher armários é a necessária para o dia a dia, que aqui não há brinquedos todos os dias, mas nunca faltou nada a nenhum, todos têm actividades extra curriculares, todos andam na catequese e nos escuteiros, todos têm uma alimentação o mais saudavel possivel, sim que cá em casa não há sumos, só em dias de festa, não há guloseimas só em dias de festa, a sobremesa é fruta e ao fim de semana o mano chef pasteleiro, faz sempre uns bolinhos para os lanches serem divertidos, os jogos são os que ganham no Natal, nos anos e em épocas especiais, os livros não são um luxo são um elemento fundamental para a educação. Aqui continuo a sonhar com um futuro melhor, a incentivar os meus filhos a acreditarem no futuro a seguirem os seus sonhos, mesmo que ás vezes os caminhos sejam tortos e dificeis, deixar de acreditar, deixar de ter fé não é solução, e reclamar por tudo e por nada também não. Lutar para realizar e concretizar os nossos sonhos é a uma das melhores ferramentas para o sucesso, têm de estudar e trabalhar para terem um futuro melhor, para cada conquista ser saboreada, ser festejada, aprender a dar valor ao que temos é fundamental, acreditem que há sitios bem piores do que o nosso Portugal, milhares de pessoas vivem em condições bem piores, mesmo nos chamados paises em grande crescimento, onde a escravatura ainda existe e desde tenra idade. Acho que uma das coisas que mais estraga a nossa sociedade,  é a maioria das criaças e jovens terem acesso a tudo e estarem habituados a terem tudo, a andarem sempre com dinheiro, e todos os caprichos são satisfeitos, e depois somos surpreendidos por estudos como o que hoje saiu á rua, os jovens começam cada vez mais cedo na droga e no alcool, e são cada vez mais. Até mesmo o pessoal da minha idade quando eu digo que estou grávida do 4º filho, perguntam logo então e as férias, e os jantares e o cinema, ninguém diz as fraldas, o leite, sim que o numero reduzido de filhos não é por isso, é por egoismo da maioria das pessoas e podem começar já a atirar pedras, mas para mim o que é importante é estar feliz e os meus estarem felizes, e isso não se resume a um roupeiro cheio, nem a malas nem a sapatos, nem a jantares foras, para mim ser feliz é estar com os meus filhos, ter os meus filhos junto de mim, fazer férias com eles, os meus tempos livres serem com eles, para mim a familia é tudo o que sempre sonhei, se calhar porque não tive uma de verdade. Porque o que eu quero levar da vida é a recordação dos bons momentos e dos sitios que visitei e mostrei aos meus filhos, a certeza de que fiz o meu trabalho de mãe o melhor que pude, e não é deixando uma grande fortuna para herdarem, é deixar-lhes o meu legado a minha essência, a minha fé e força para lutar, mesmo quando tudo parece perdido, mesmo quando a vida nos troca as voltas, nunca desistir e sermos cada dia que passa uma pessoa melhor.

Beijinhos e até já ...

12 Miminhos:

RAINHA MÃE disse...

Ai minha querida já não vinha cá há uns tempos.... 1º- foste a Nazaré, a terra mais linda e a minha 2ª casa! Da próxima vez não vás sem me dizer... 2º - já 13 semanas? Ai que emoção! 3º - podia ter sido eu a escrever este texto. A crise não se nota lá em casa, mas o que me doi é o que se passa ca por fora! beijocas

sandra disse...

Jamais daria a entender ao meu filho a crise enquanto poder ele não se apercebe disso sabe sim que existe limites e njhão podemos ter tudo que temos de trabalhar para ter dinheiro para as coisas da vida de resto cabe-nos a nós pais a preocupação,mas começo a ficar reticente,bjinhos

Blog da Maggie disse...

Pois la em casa vivemos bem, elas tem tudo e mais alguma coisa mas sabem que tem porque os pais trabalham e mto. Sabem que nao cai do ceu e sabem que se nao formos nos a trabalhar ninguem nos da nada! Apesar de vivermos simpaticamente elas sabem que a luz e para apagar, a tv tbem, que so se tira para o prato o que se vai comer, e na escola falam mto na crise ...
Por outro lado crianças sao crianças e as crianças nao gostam de ouvir um nao, e mesmo qdo sabem que nao podem ter pedem a mesma e ficam tristes na mesma, palavra aqui da criança que nao teve tudo.

Bjos
Maggie

Blog da Maggie disse...

Pois la em casa vivemos bem, elas tem tudo e mais alguma coisa mas sabem que tem porque os pais trabalham e mto. Sabem que nao cai do ceu e sabem que se nao formos nos a trabalhar ninguem nos da nada! Apesar de vivermos simpaticamente elas sabem que a luz e para apagar, a tv tbem, que so se tira para o prato o que se vai comer, e na escola falam mto na crise ...
Por outro lado crianças sao crianças e as crianças nao gostam de ouvir um nao, e mesmo qdo sabem que nao podem ter pedem a mesma e ficam tristes na mesma, palavra aqui da criança que nao teve tudo.

Bjos
Maggie

Susana Andrade disse...

Palavras sábias as tuas ! Não poderia deixar de concordar contigo. Ainda no outro dia fomos ao aeroporto e era uma azáfama de familias com crianças e não só e conversa puxa conversa dou com o meu marido a dizer que se a gente quisesse também viajariamos ou teriamos viajado para fora mas assim nunca teriamos feito as obras necessarias à nossa casa e a sua constante manutenção. Aproveitamos a vida como podemos e diga-se de passagem que 2 dias fora de casa dá-me urticária, fico louca para regressar...
beijinhos

Maria do Mundo disse...

Mamã Petra, como eu me identifico contifgo. És uma grande mulher! Uma grande mãe....

Rita disse...

Clap, clap, clap... well done :)

Suricate disse...

E tenho dito, e muito bem dito, digo eu e quem fala assim não é gago! :)Bom fim-de-semana!

Unknown disse...

Quem fala assim nao é gago!!! ;)

Um enorme beijinho, obrigada pelo exemplo!!!

Mamã da Caroxinha disse...

Gostei muito deste post! Aqui também vivemos de acordo com as nossas finanças e a laura já sabe que as coisas não são dadas por dá cá aquela palha...
É bom educarmos as crianças para o mundo em que vivemos,eu também nunca fui rica mas tive e tenho uma rica família e concordo contigo que o legado familiar é a melhor coisa que lhe podemos deixar!
Grande mulher que és,bem haja!
beijinhos


ps-fiquei preocupada com o teu comentário no meu post...

Sexinho disse...

Gostei muito, muuuuuuuito deste post!
Identifiquei-me tanto contigo!
Tenho apenas um filho, porque assim teve de ser mas a este filho ensinei e ensino todos os dias aquilo de aqui falas!
Ele sabe que aquilo que lhe deixo é a educação, o riso, o bom coração e todo o mundo que lhe conseguir dar!
Bem hajas pelas palavras que aqui escreveste!

pipinhaeheh disse...

Concordo plenamente com o teu post. Os miúdos têm que ter a noção de que as coisas custam dinheiro e que os pais trabalham muito para eles poder ter as coisas, não só em épocas de crise. A minha filha nunca foi pedinchona, mas quando acho q se justifica, não é mesmo não, e ela aceita naturalmente mesmo pq sabe q não lhe adianta fazer birras. Triste é ver que hoje em dia um casal com 4 filhos já é considerado familia numerosa e muito vezes criticado por isso. Lembra-me muitas vezes uma amiga minha que quando engravidou do 2º filho disse que ia ficar por ali porque com mais de dois filhos era um balúrdio ir passar férias. De salientar que eram ambos médicos, ou seja o dinheiro n era propriamente um problema. Eu acho q cada um tem as prioridades q quer. Este ano fui de férias para lá para fora( o mais novo ainda n pagou avião :)), já sei que para o ano correndo bem dá para ir até ao Algarve, se correr mal ficamos por casa. É por isso que os filhos vão ser mais infelizes? Passei as minhas férias de infância todas nas praias do Porto e nem por isso deixei de ser feliz. E muita desta crise existe porque muitas pessoas habituaram-se a gastar o q tÊm e o q não têm. Perdeu-se o hábito da poupança e começou a viver-se de aparências.