O Mano Artur

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A Mana Margaret

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O Pimpolho - Gabriel

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A Pimpolha - Mafalda

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O Valentim

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Sinto tanto a falta dela ...

Da minha mãe.
Dava tudo para a ter aqui ao pé de mim, mesmo com o seu mau feitio, mesmo sendo autoritária, mesmo sem paciência nenhuma queria tê-la aqui, poder falar com ela, partIlhar mais esta gravidez, é a minha ultima gravidez e a 1ª em que ela não participa. A forma austera, exigente, agressiva, intolerante sem paciência fez de mim o que sou hoje, foi ela que me educou, me criou, me ensinou tudo o que sei, foi com ela que aprendi a cuidar do Artur e aí pela 1ª vez conheci a parte carinhosa dela, ela com ele era fabulosa, ele adorava-a, no dia em que o Artur nasceu percebi o quanto ela me amava, estive em risco de vida e precisei de cuidados especiais durante 1 mês e foi ela que esteve na minha cabeceira sempre, e não conseguia mostrar felicidade por ser avó ao ver a sua filha naquele estado. Queria ouvir a sua voz, sentir o seu cheiro, hoje em dia existe apenas o que resta dela, o seu corpo magro, o seu olhar vazio e uma voz arrastada em que nunca diz nada com sentido e ás vezes chama por mim, como sempre chamou, mas só isso nada mais, entra logo no seu estado vegetal. Nunca me reconhece, apenas o meu nome, e eu cada vez que me vejo ao espelho, vejo-a a ela, somos tão parecidas. Não tive uma infância feliz, muito pelo contrário, mas no fundo a culpa não foi dela, foi de quem a abandonou e nunca se importou com nada, e ela nunca aceitou isso, e por vezes as pessoas vingam-se naqueles que mais amam, e ela tornou-se fria, distante incapaz de amar e mostrar amor. Hoje em dia já lhe perdoei tudo e o que mais desejava era tê-la aqui, penso nela a toda a hora e mesmo quando a vou visitar, não a vejo, aquela não é a minha mãe a minha mãe já a perdi há 6 anos atrás quando a doença chegou, mesmo estando perto de mim, ela partiu para nunca mais voltar. Perdi as 2 mulheres que me criaram e fizeram de mim o que sou hoje a minha avó aos 16 anos e a minha mãe aos 34. Mãe tenho saudades tuas, saudades que doem tanto e que jamais irei matar, fazes-me falta, sinto falta até de ralhares comigo, apesar de tudo sei que eu era o teu amor maior.


9 Miminhos:

Susana Andrade disse...

A tua mãe é mesmo parecida contigo nessa foto, as poucas fotos que vi tuas mal vi esta foto fez-me ver as parecenças... A morte consegue ser cruel mas o que se passa ainda em vida também e posso imaginar o que estás a sofrer...Mesmo apesar de por vezes os nossos pais/mães não terem aquela relação tipo unha/carne, de muitos afectos e palavras doces, temos alturas das nossas vidas que nos fazem falta... A minha está sã mas a vida dela deu uma volta que ela nunca imaginava ser possível e apesar de não desistir da vida, como já tentou em outras alturas da vida dela, decidiu afastar-se de mim, do neto... Provavelmente a minha maternidade faz-lhe lembrar a dela com o meu pai e reviver isso parece fazê-la infeliz... custa-me tanto... mas quando ela quiser voltar a existir para nós estarei de braços abertos para a receber...
Quase 27 semaninhas Petra, parece que foi ontem que anunciaste a tua gravidez... Beijinhos e boa semana ;o)

Jardim de Algodão Doce disse...

Hoje dou mais valor à minha mãe, do que lhe dava quando vivia com os meus pais. Tudo mudou desde que fui mãe e posso dizer que tenho uma mãe fabulosa, que me ajuda imenso e nem quero pensar se um dia os perder, como será...
O teu post deixou-me de lágrimas nos olhos, mas ultimamente as hormonas tem-me deixado assim, mais sensível. Desejo tudo de bom e continuação de uma feliz gravidez.

Anónimo disse...

As mães fazem-nos sempre tanta falta.
Um beijinho muito grande para ti.

Rainha disse...

Nem consigo imaginar aquilo que estás a passar. Beijinho grande

Suricate disse...

Senti a dor nas tuas palavras, sabes bem que também não senti o calor do carinho da minha mãe, és mais afortunada do que eu porque consegues compreende-la e perdoar-lhe, eu não tenho a tua grandeza.
Queria estar aí, queria dar-te um beijinho, amiga, abraçar-te...não te quero triste, não agora...concentra-te na Mafaldinha:)

Jinhos...muitos, aos molhos!

CC Mãe de Duas princesas disse...

Querida nem sei o que te dizer! Fiquei com o coração apertadinho ao ler-te. Nem consigo imaginar a dor que estás a passar.

Mas, tenta concentrar-te na Mafaldinha e nas coisas boas.

Tens um miminho no meu blog

Bjs Grandes

Ana disse...

Entendo-te tão bem, às vezes custa mais ter os pais vivos, e não os ter em presença.
O teu caso é muito diferente do meu. Porém nem consigo imaginar o quanto deve custar olhar para uma das pessoas que mais amamos e não a reconhecermos.

Agora há alguém que vai chegar e vai precisar ainda mais de ti e tens de estar bem para esse bebé.
Um grande beijinho e tudo de bom para vocês. Muita força!

Escolhendo o sexo do meu bebe. disse...

Ai amiga...saudade de mae é de doer muito. A minha esta em outra cidade ....longe e agora com a mionha bebezinha e sua unica neta é que sinto muito mais a sua falta. E quando nao da jeito transborda pelos olhos....bjs a vcs

Gaiatas disse...

E qdo somos mães é que damos o real valor que têm..

Também sofro de saudades de mãe..
Um beijinho daqui ao Céu *